Educação fundamental i

DO 1º AO 5º ANO

O interesse principal da atividade educativa nesta etapa (1º ao 5º Ano) consiste no desenvolvimento
sistemático do plano de aulas e da ação educativa familiar, desenvolvendo:
– as capacidades ou habilidades básicas do pensamento (desenvolvimento cognitivo);
– o conhecimento e raciocínio moral, o fortalecimento da vontade através das virtudes humanas e o
cultivo da afetividade (educação moral).

Os períodos sensitivos, sensíveis ou críticos relativos à maturação cerebral transcorrerão em sua
maior parte até os oito anos. O primeiro ciclo do Snipe (6-8 anos) entronca-se com o Projeto Optimist,
aproveitando o final dos períodos ótimos para a correta configuração cerebral e o desenvolvimento
da capacidade intelectual conseguinte, uma vez que se aborda com especial intensidade o domínio
dos conteúdos instrumentais básicos (ler, escrever e calcular).

É a etapa propícia para o desenvolvimento do pensamento operativo concreto, através da paulatina
apreensão intelectual. O processo natural é a passagem do intuitivo e imaginativo ao racional, para
chegar a sintetizar e estruturar os próprios conhecimentos. A inteligência sensório-motora passa a ser
lógica, ainda que necessite dos sentidos para captar as coisas, já que o raciocínio abstrato virá depois,
por volta dos 13 anos. Não são ainda muito capazes de abstração se não for partindo do concreto, apoiando-se sempre nas impressões sensoriais (manipulação e experiências) e
nas representações (realismo infantil). São capazes de relacionar ideias simples, porém chegar a uma definição geral é muito difícil. É um pensamento intuitivo, muito apoiado em
imagens. Começam a raciocinar por si só a partir dos porquês e são frequentes as perguntas sobre o porquê e o para que das coisas.

A maturação cerebral, a experiência e as motivações das crianças destas idades, permitem que suas aprendizagens se realizem com rapidez e a estabilidade emocional lhes
capacita para uma aprendizagem sistemática. Além disso, antes do começo da adolescência com as crises da puberdade, transcorre a maioria dos períodos sensitivos referentes
à educação da vontade. As virtudes humanas fundamentais arraigam-se neste período, por isso é muito importante proporcionar numerosas ocasiões de adquiri-las.

Principais características do Projeto SNIPE

Protagonismo dos pais na educação de seus filhos
O projeto respeita o protagonismo dos pais, primeiros responsáveis da educação de seus filhos, facilitando seus trabalhos com um assessoramento educativo familiar, através das
entrevistas de preceptoria, por meio de recursos educativos como os jogos familiares, o plano de estudos e o programa ”Vamos Crescendo” de formação humana na família e no
colégio.

Programa de desenvolvimento cognitivo e moral integrado ao currículo
Esse programa se desenvolve através do currículo das diferentes áreas do plano de aulas, de modo coordenado e sistemático, sendo mais eficaz do que a habilitação de uma aula
especial para o desenvolvimento das aptidões ou o ensino de técnicas, ou a promoção das virtudes humanas, correndo o risco de não garantir a transferência do aprendido ao
resto das atividades escolares e à vida pessoal.

Objetivos da Educação moral na etapa Snipe

– Conquistar na família, no colégio e nas aulas um clima moral baseado na justiça, na sinceridade e na preocupação pelos demais;
– Fomentar o crescimento da criança como agente moral que aprende, pensa, sente, decide e atua.
– Promover o desenvolvimento de relações de cooperação, ajuda e respeito mútuo, frente a um excessivo individualismo e egocentrismo.

Estimular em cada criança:

– o sentido de auto-respeito e de respeito aos demais;
– a conduta cooperativa com os seus companheiros e irmãos;
– a capacidade de se colocar no lugar do outro;
– o raciocínio moral (o juízo moral);
– a amabilidade;
– o amor à verdade e à sinceridade;
– a responsabilidade;
– o companheirismo e a amizade;
– o sentido da justiça e da generosidade;
– o hábito de tomar decisões que suponham colocar em prática seus juízos ou
sentimentos morais;
– a modéstia e a sobriedade;
– a atitude de participar e de compartilhar responsabilidades na família e nas aulas;
– o hábito de cumprir seus deveres civis e cooperar na vida social;
– o dar-se conta de que é fácil dizer o que é correto, mas pode ser custoso colocá-lo
em prática;
– ser capaz de conhecer e amar a Deus.

Metodologia Bilíngue:

No Snipe adotamos a metodologia Systemic, através da qual os alunos aprendem a língua inglesa por meio de conteúdos
escolares dentro das disciplinas curriculares e também extra-curriculares como culinária, por exemplo. Com carga horária de
sete aulas semanais que visam:
– Desenvolvimento natural da língua inglesa;
– Aumento da autoconfiança e da segurança para se comunicar no idioma em qualquer situação;
– Vivência do idioma em um contexto rico em atividades variadas que potencializam habilidades diversas;
– Desenvolvimento de uma postura de respeito à diversidade cultural e de valorização da sua própria cultura, preparando o aluno
para agir com sucesso em um mundo globalizado.

Atenção especial às aprendizagens linguísticas e lógicas-matemáticas

Língua portuguesa e matemática como matérias fundamentais, que dedicam a maior parte do tempo de ensino
trabalhando os aspectos básicos do pensamento: ler, escrever e falar cada vez com maior perfeição; raciocinar
e calcular, desenvolvendo o sentido crítico etc.

Todas as áreas do currículo do SNIPE apoiam as aprendizagens linguísticas e lógicas-matemáticas, como a melhora no
rendimento leitor, a aquisição e manejo de um vocabulário rico ou a argumentação falada. O uso da dramatização melhora,
entre outros fatores, – a dicção, a expressão oral e corporal e a desenvoltura para falar em público.

Atenção à diversidade. Respeito ao ritmo e estilo pessoal de aprendizagem. Atenção pessoal.

Os alunos de um mesmo curso ou idade apresentam distintos estilos e ritmos de aprendizagem. Atender a essa realidade
supõe:
a) Conhecer cada um dos alunos – suas possibilidades e limitações – para estabelecer, de comum acordo com os pais
e com o próprio aluno, um projeto pessoal de melhora (PPM);
para cada um.
b) Distinguir nas unidades de aprendizagens dois tipos de objetivos:
– os objetivos fundamentais, que devem ser dominados por todos os alunos;
– os objetivos individuais, que permitem aprofundar, segundo a capacidade ou as preferências pessoais de cada um.

Segundo o caráter predominantemente conceitual ou procedimental de cada área, os objetivos individuais adotarão diferentes formas em sua definição e tratamento, requerendo
um maior grau de especificidade em áreas como Conhecimento do Meio – Ciências naturais e sociais -, e perseguindo um domínio maior de determinados procedimentos em língua
portuguesa ou matemática;
c) Utilizar recursos metodológicos ativos que favoreçam a cada estudante a possibilidade de realizar as aprendizagens programadas segundo seu ritmo e estilo pessoal,
de modo que se tire o máximo de cada aluno;
d) Realizar uma avaliação levando em conta o diagnóstico realizado e centrando a atenção na satisfatoriedade dos resultados, mais que na suficiência;
e) A orientação pessoal que cada aluno recebe é o meio mais apto para um autêntico assessoramento pessoal dos estudos de cada um e para fomentar a reflexão
moral e a tomada de decisões de melhora na vida pessoal.

Avaliação formativa e preventiva

A avaliação formativa nos permite descobrir as deficiências ou lacunas na aprendizagem dos alunos e nos orienta para superá-las. Esse tipo de avaliação descansa sobre uma atitude, por parte do professor, de mediador da aprendizagem; constata-se a aquisição ou não dos objetivos fundamentais previstos para cada avaliação.

Organização da aula em zonas de trabalho

Esta organização facilita que o aluno possa eleger o tipo de tarefa que mais lhe interessa (atenção à diversidade), lhe dá muitas oportunidades de ação (metodologia ativa), oferece contínuas ocasiões de tratar confiadamente com o professor (atenção pessoal, assessoramento acadêmico) e os companheiros, e, sobretudo, possibilita a adaptação ao ritmo pessoal de trabalho de cada um, tanto a pró-atividade naqueles alunos avantajados ou mais rápidos, como a recuperação dos que não alcançaram os objetivos fundamentais. Por outro lado, este modelo organizativo favorece a iniciativa, promove o desenvolvimento da criatividade, e facilita que aprendam a buscar por si mesmos a resposta aos pequenos problemas que se lhe apresentam, promovendo a aprendizagem autônoma.

Aproveitamento do jogo como estratégia de aprendizagem

A atividade lúdica é um recurso especialmente adequado nessa etapa educativa. É necessário romper a aparente oposição entre jogo e trabalho, que considera este último associado ao esforço para aprender e o jogo como diversão ociosa. Em muitas ocasiões, as atividades de ensino-aprendizagem terão um caráter lúdico e em outras exigirá dos alunos um maior grau de esforço, porém, em ambos os casos, deverão ser motivadoras e gratificantes, condição indispensável para que os alunos construam suas aprendizagens.

Os jogos de regras são um poderoso instrumento metodológico nas mãos do professor para a resolução de problemas. Possibilitam aos os alunos a investigação de novas técnicas na resolução de problemas, empregando estratégias específicas como entender bem as regras do jogo (ler bem o problema e identificá-lo), explorar distintas possibilidades permitidas pelas regras, planejar e levar ao fim estratégias previstas e comprovar seus resultados. Além do mais, permitem buscar analogias e regularidades, bem como criar o hábito dos alunos de refletir e analisar, etc.

Dentro disso, merece uma menção especial a aprendizagem sistemática do jogo de xadrez para os alunos de período integral, já que abarca fatores tanto intelectuais como de personalidade, como o desenvolvimento do raciocínio abstrato, da memória referida a pautas lógicas e da imaginação criativa, o fortalecimento da atenção e a concentração
– o treino na tomada de decisões traz a reflexão e a análise das circunstâncias, assim como a responsabilidade ante as decisões adotadas, etc.

O trabalho autônomo do aluno

Promove-se a aprendizagem autônoma, tanto independente como cooperativa dos alunos, de modo que sejam progressivamente capazes de planejar e controlar sua própria aprendizagem. Ao crescer em autonomia, os alunos estão em melhores condições de enfrentar os problemas que se apresentam a cada dia com maior responsabilidade. Favorece-se o agrupamento flexível e o trabalho cooperativo dos alunos, de modo que ambos estejam ao serviço da aprendizagem. Os hábitos de generosidade, compreensão, colaboração, companheirismo e justiça se reforçam mediante os trabalhos em equipe. Deve sugerir-se aos estudantes suficientemente capazes a ajuda aos companheiros na realização das tarefas escolares, especialmente as de recuperação.

Atenção às novas tecnologias

O computador é um instrumento de trabalho a mais na aula, como a lousa ou os livros de consulta, ainda que com possibilidades consideravelmente maiores. Os alunos iniciam-se no manejo de programas simples (editor de texto, base de dados...) e aprendem a lidar com o teclado. Também são oferecidos jogos em consonância com os conteúdos estudados em sala.

Educar em liberdade

A vida escolar propicia numerosas ocasiões de administrar a liberdade com sentido de responsabilidade. Através do ensino de, procura-se a aprendizagem de fundamentar o que se diz, de refletir para não se deixar arrastar por estados emocionais passageiros, uma vez que se promovem hábitos proporcionando ocasiões de exercitá-los com autonomia, iniciativa, escolha, decisão e participação. O diálogo sereno preside a relação interpessoal no colégio, que proporciona ocasiões de assumir responsabilidades, de acordo com sua maturidade, fomentando a participação ativa e responsável mediante os encargos de mútuo serviço e a ajuda entre os companheiros.